Acordo todas as manhãs com este zumbido e a certeza que não vais voltar.
Cansada de me convencer que,apesar e acima do teu individualismo,estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor,pensei que,com todo o amor que sentia por ti,te iria suavizar e de alguma formafazer parte do teu equilíbrio,tornando-me subtilmente indispensável.HELÁS...
Nunca pensei enganar-me tanto.
Mas só agora percebo que o teu amor por mim não foi uma inevitabilidade,mas uma escolha.Alguém que te chamou a atenção e que,um dia decidiste que querias atravessar,com a intuição certeira de um animal selvagem que procura refúgio temporário,quando está cansado.
Sei que não vinhas a fugir de nada,nem á procura de coisa nenhuma.
Mas acho que quando eras pequeno,te arrancaram uma parte de ti,desde então ficaste incompleto e perdeste,quem sabe talvez para sempre,a capacidade de adormecer nos braços de alguém sem que penses no perigo de ficar na armadilha do carinho para todo o sempre,por isso decides ser individual,um solitário de sentimentos,um concha fechada e lacrada,nem que para isso tenhas que ser infeliz toda a vida,a tua cabeça não permite que o teu coração seja feliz,vives sempre num mundo fechado,eu a ti dei te o meu mundo,dei te tudo de mim,e como um dia te disse eu ia estragar te ia te dar mais do que devia,mas a tua frieza acabou por vencer,me fazendo crer que foi tudo mentiras da tua parte,tu nunca gostaste verdadeiramente de mim,simplesmente te remendei o coração e tratei das tuas feridas,e como um passarinho aleijado na asa te ensinei de novo a voar,a fazer te crer que podias o mundo e o mundo te levou...O meu amor esse bem esse será sempre esse,nunca mudou nem uma vírgula....
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